Marketing Imobiliário no Brasil

Pesquisa bem interessante com dados sobre o mercado imobiliário no Brasil. Conheça as marcas que mais destacaram, as ações mais lembradas e os empreedimentos que mais apareceram no mercado.

27/05/2011 at 10:45 Deixe um comentário

Revistas Online – Formatos Digitais Otimizados

Realizei uma pequena pesquisa sobre revistas para o ambiente online. Uma tentativa de buscar alternativas de entender quais os melhores momentos em se usar o tradicional pageflip e/ou PDF da versão impressa ou se buscar um novo formato como os “Magazine Blogs” ou revistas reproduzidas em HTML.

Formato

Leitura - Comparação entre reprodução e adaptação de formatos de revistas web

Leitura - Comparação entre reprodução e adaptação de formatos de revistas web

Flash [FlipPage]

A versão em flash que emula o “virar de páginas” tradicional das revistas ainda é queridinho por muitos meios, dizem que a sensação do virar a página ainda faz diferença no mundo digital, mas tenho minhas dúvidas. Além da leve imposição de leitura linear (ler as páginas na ordem) por conta do carregamento gradual do conteúdo, a necessidade de usar zoom para uma leitura mais adequada não é o mais confortável. Em muitos casos, a falta de possibilidade de compartilhar uma página específica também dificulta a disseminação do conteúdo – sendo obrigatório nesses casos divulgar o link e ainda explicar a localização do conteúdo de interesse. A interatividade nesses casos pode ser bem trabalhada, mas nas minhas buscas não consegui encontrar exemplos realmente impactantes e úteis. Conhece algum legal? Compartilha por aqui! Com o crescimento de tablets como o iPad e a briga Apple x Adobe em relação ao flash, a tecnologia acaba se tornando um limitante.

PDF – o download

O formato em arquivo PDF é quase uma mão na roda para quem  já tem a versão impressa da revista, muitas vezes é apenas questão de mandar exportar no formato e colocar no ar para download. Embora alguns navegadores possuem integração com leitor automático de PDF – e o Google Docs pode ser também uma mão na roda nesse momento – o público “light-user” pode não saber usufruir desses atalhos.  É interessante para os que gostam de colecionar edições, mas mais uma vez nos encontramos na impossibilidade de compartilhar conteúdos específicos. Existe também o complicador do download, muitas vezes excluindo os preocupados com a segurança de seus computadores. A interatividade é baixa, exige um leitor para o formato (acredite, já vi várias pessoas que nem sabem o que é um PDF).

Revista Blog

Ao final da pesquisa, minha preferida solução recai sobre um híbrido entre blog e revista. A possibilidade de usar ao máximo as possibilidades de otimização que temos hoje para o meio online e, ao mesmo tempo, criar um modelo que consiga ter a profundidade de conteúdo que uma revista se propõe a ter em edições com periodicidades bem definidas, e também ter sua agilidade na atualização de novidades temporais sem a necessidade da urgência do furo jornalístico. É um canal que fideliza pela qualidade, mas que mantém seu público próximo com atualizações constantes, variando entre conteúdos rápidos e efêmeros e editoriais a serem degustados com calma e profundidade, atemporais. As possibilidades de compartilhamento se tornam múltiplas. Assim como a audiência pode se diversificar graças à possibilidade de leitura dinâmica e personalizada, na qual o filtro de interesse do leitor pode ser reduzido à sua escolha de navegação pelo conteúdo.

Leitura - Análise comparativa entre formatos de revistas no ambiente online

Leitura - Análise comparativa entre formatos de revistas no ambiente online

Gostei bastante de fazer essa pesquisa – uma pena não poder ter ido mais a fundo -, mas existe ainda um mundo todo a ser explorado sobre o oferecimento de conteúdo mobile (para celulares, tablets e outros dispositivos portáteis). Esse fica para a próxima.

26/05/2011 at 12:46 Deixe um comentário

HTML5 e CSS3 – Onde funciona?

Empolgado com as novidades e maravilhas que o HTML 5 e o CSS 3 prometem? Então esse infográfico vai ser bem útil. Conheça quais funções são compatíveis com os navegadores existentes hoje no mercado, como Firefox 3, Firefox 4, Internet Explorer 7, IE8 e IE9, Chrome, e seja um front-ender moderno sem correr o risco de frustrar seu público-alvo.


24/05/2011 at 16:00 Deixe um comentário

Miopia da Proximidade

Rascunhei esse post há 7 meses e resolvi jogá-lo no mundo. Lá vai.

Esse post não faz uso de nenhuma pesquisa oficialmente lançada ou estudo científico avançado, aviso de antemão. Falo pela minha experiência. Falo pelos e-mails e telefonemas, propostas e “me tira uma dúvida rápida” que já ouvi de clientes, quase-clientes e conhecidos. Trabalhar com design já havia me preparado para vários pedidos de serviço como se a área fosse um fast-food sem fim e que quanto maior o pacote de programas gráficos, mais rápido sairia o serviço – e o principal, mais barato. Digo serviço porque a maior parte das pessoas que vai atrás de um designer freelancer quer alguém para executar uma tarefa que ele já pensou ou já trouxe a fonte a ser copiada. Não foi à uma agência que é para não sair muito caro, então deduziu que o amigo do colega do seu filho executaria aquilo baratinho, assim, sem nem pensar.

Cliente poucas vezes tem noção de que um projeto envolve planejamento, suor, execução. E uma das coisas que me levou ficar cada vez mais distante do design manualmente dito e mais perto do gerenciamento e planejamento dos projetos foi diminuir o suor desnecessário e tornar a execução o mais enxuta e indolor possível, com espaço para pensar em melhorias ao invés de ficar tapando buracos. Mas claro, planejamento e gerenciamento são uma dupla que depende da experiência, da visão e de muita noção de todo o processo, seja ele relacionado a qualquer parte da comunicação digital.

O que muitos clientes não querem ver – porque assim eles deixam de ser o “autor-psicológico”, o manda-chuva do trabalho – é que ao recorrer a um profissional, ele está comprando planejamento, gerenciamento e execução; não o “faz um sitezinho, um Twitter, um Facebook e um Orkut pra minha empresa?”. Não importa dizer que é “rapidinho, pequenininho” ou qualquer gênero de inho, o processo é o mesmo e, se pudesse ser feito de qualquer jeito, certamente não estaríamos ali conversando, o negócio já estaria prontinho e feito in house.

As pessoas hoje sabem que mídias sociais tem possibilidade de reverter vendas para quase todo tipo de marca, mas muitos não querem ver, nem aceitar que, para ter esse retorno, é preciso investir em um caminho não exatamente sólido. Não sólido, não matematicamente exato, mas um caminho bem direcionado por profissionais e empresas que entendem as mídias e redes sociais e seus públicos, que sabem avaliar campanhas, sugerir inovações e sabem dizer não para coisas que, aos olhos dos usuários pareceriam óbvias, mas que certamente causariam prejuízo para a empresa. Mas não. Em alguns momentos, ainda vivemos na “era do diploma da internet”. Vivemos num tempo em que você pode ser o que quiser, basta 6 buscas no Google e você já consegue até construir a sua própria casa! Como poderiam esses incautos trabalhadores cobrar mais que uma miséria para fazer algo que está ali de graça e que meu filho usa o dia inteiro? Era pra ser baratinho, rapidinho e trazer um dinheirão!

Trabalhamos cada vez mais com coisas muito próximas das pessoas. E essa proximidade desfoca a verdadeira realidade do trabalho, quanto maior o acesso às ferramentas, maior a noção errônea de que são elas as responsáveis pelo produto final – e o trabalho humano é apenas operação simples e pré-formatada. Creio que isso acontece com a maioria das profissões vindas das “Ciências Humanas”.

É claro que existe o outro lado, existem de pequenos a grandes clientes já conscientes da profissionalização do mundo digitalmas vale a reflexão.

24/05/2011 at 12:51 Deixe um comentário

Pesquisa Ibope sobre Redes Sociais

A gente fala, fala, fala, mas sempre é bom uma pesquisa de grande porte para afirmar algumas verdades e cair com alguns mitos.

O Ibope entrevistou em torno de 8 mil pessoas, a partir dos 10 anos de idade, nas regiões metropolitanas do Rio de Janeiro, São Paulo, Recife, Fortaleza, Salvador, Curitiba, Florianópolis, Belo Horizonte, Campo Grande, Porto Alegre e Distrito Federal. Confira a apresentação dos dados.

É interessante ver como o mobile tem crescido inclusive nas classes mais baixas e como algumas redes sociais, muitas vezes ignoradas pelo elitismo de algumas agências, ainda estão em alta entre o público de verdade. Gente, vamos sair do eixo facebook-iphone-ipad que o buraco é mais embaixo.

22/11/2010 at 17:22 Deixe um comentário

Porto Cai Na Rede: A maior ação de mídias sociais já realizada no Brasil

portologo

Nota: Cross Post a convite do Google Discovery.

Não tem como esquecer, às 10h06 do dia 28 de Setembro recebi a notícia de que, mais uma vez, a sorte estava do meu lado. Aos 48 da prorrogação do segundo tempo, fui sorteada para me juntar ao time de 45 blogueiros que iriam conhecer as belezas de Porto de Galinhas à convite da Secretaria de Turismo de Ipojuca. Começava o Porto Cai na Rede, provavelmente a maior ação de mídias sociais no Brasil – e com certeza a mais bem sucedida. Foram 4 dias, de 1º à 4 de Outubro, para cumprir o objetivo mais difícil do mundo: descobrir o que fez de Porto de Galinhas ser eleita 8 vezes consecutivas a melhor praia do Brasil pelos leitores da Viagem e Turismo.

A viagem

A organização teve a ótima ideia de dividir os hotéis por sorteio, o que acabou integrando bastante o pessoal. Fiquei no aconchegante Marulhos Suítes Hotel, em uma praia ao norte de Porto de Galinhas chamada Muro Alto, em companhia do Renê Fraga, do Humberto Oliveira (OButeco) e do Guilherme Valadares (Papo de Homem). Quase não deu tempo de aproveitar as enormes e quentinhas piscinas do hotel, todos os dias saíamos às 8 da matina para o nosso tour diário.

Não paramos um minuto e, mesmo assim, não deu tempo para sentir cansaço, tudo o que nos propunham a fazer era deslumbrante. E olha que morei em Recife por 20 anos, Porto de Galinhas foi meu quintal. Tive a oportunidade de ver tudo como turista e fazer coisas que muitas vezes deixamos de fazer pela proximidade. Já no primeiro dia uma novidade para mim, nossos anfitriões (Eden, Buchecha, Claudia, Yeltsin, Cab, Helio, Leandro, Darkside) nos apresentaram o turismo rural com um longo e divertido passeio de jipe até a Cachoeira do Urubu. Aos poucos todos foram perdendo a timidez, subimos no Jipe e paramos a cidade de Primavera com a nossa passagem. O passeio tem direito à almoço e cochilo à “beira-cachoeira”, merecidos. À noite, jantar e baladinha no Hotel Village Porto de Galinhas.

Bugues nos levaram ao passeio do 2º dia: as famosas piscinas naturais de Porto de Galinhas. O tradicional passeio de jangada e a caminhada nos corais com a maré baixinha. Fiquei feliz em ver as bóias que delimitavam os corais em perigo – os jangadeiros nos instruíam a aproveitar toda aquela beleza sem destruí-la. Peixinhos alimentados, hora de tomar drinks e conhecer as muralhas da praia de Muro Alto, no Marupiara Suítes. Caipirinhas e muita sensualidade na hidroginástica, tomar caldinho de peixe e beber cerveja sentados com a cadeira dentro do mar, nada teve preço. Almoço farto no Solar Porto de Galinhas, todos correndo para provar o famoso bolo de rolo – e nada de chamar de rocambole de goiaba, se você tem amor a sua vida. Depois de uma visita ao artesão Carcará, idealizador das galinhas símbolo da praia – feitas com restos de coqueiro e decoram toda cidade – fomos para a praia que eu, particularmente, mais gosto: Maracaípe, logo ao sul. Pena que não deu tempo de surfar, mas só de ver o pôr-do-sol no Pontal de Maracaípe já valeu por tudo. De jangada, fomos conhecer o mangue repleto de cavalos-marinhos e caranguejos. Estes últimos foram devorados ao final do passeio – foi bem engraçado ver o pessoal literalmente se batendo para quebrar as patolas dos bichos com os martelinhos.

A noite mais aguardada da viagem foi na sexta: o casamento do Caio (Brogui) com a Luiza (EuCapricho), no luxuosíssimo e all incusive Enotel. Com direito a transmissão pela TV, hóspedes curiosos, fogos de artifício e uma lua-cheia absurdamente linda. A festa foi embalada pelos DJs da turma: George (GordoNerd) e Raphael (Bobagento). Para os que achavam que nerds não bebem nem dançam, foi uma prévia de interação e diversão da noite que viria.

Não importou a noite mal dormida, às 8 horas estávamos pontuais à espera do ônibus que nos levaria à Praia dos Carneiros, alguns quilômetros ao sul de Porto. Existe um caminho direto pela estrada, passando pela praia de Tamandaré, mas o melhor mesmo foi atravessar o rio de Catamaran. Camarões que já estávamos, o lugar à sombra nunca foi tão disputado. Mas, aos poucos, a vontade de apreciar a paisagem foi maior do que o medo de se queimar (mais) e vários se deliciaram nas águas represadas por arrecifes. O entrosamento do grupo, muito beneficiado pelo jeito falante e animado dos nossos anfitriões pernambucanos, já dava uma dica do que seria a nossa noite.

Depois das compras na Villa de Porto de Galinhas, fomos ao Santeria – “bar latino”. O camarote era nosso, depois da primeira virada coletiva de tequila e alguns outros vira-viras de Pitu, ficou claro o maior feito do Porto Cai na Rede: transformar os 45 blogueiros e o pessoal da produção em uma coisa só: uma turma de amigos. Era muito claro o quanto todos vestimos a camisa do evento, tanto a produção quanto os convidados. Foi nessa noite também que o Luide (Luide e o Tempo) mostrou seus dotes artísticos, conquistando todo mundo.

Infelizmente meu vôo saiu cedo e não pude acompanhar a goleada histórica e televisionada do Íbis – “o pior time do mundo” – sobre os Blogueiros, também perdi o almoço no lindo Resort Nannai. Mas, sem sombra de dúvidas, fui embora com a sensação de que estava deixando o paraíso. Em 3 dias de passeios deu para ver que Porto de Galinhas é muito mais do que só a pequena praia dos meus tempos de veraneio por lá. Se você tem Twitter, já deve ter notado que o “Porto Cai na Rede feelings” é generalizado, que foi inevitável ir embora sem ficar com um gostinho de quero mais.

O mais interessante em participar de uma ação desse porte foi poder acompanhar toda a logística de distribuir, transportar, entreter e agradar tantas pessoas acostumadas aos mais diversos mimos. E, principalmente, acompanhar os convidados vestindo de coração a camisa do eventos apenas pela experiência vivida durante o Porto Cai Na Rede. Isso merece uma análise detalhada, mas ela fica para quando os resultados oficiais da ação forem divulgados.

Veja as fotos da ação no grupo do Porto Cai na Rede no Flickr.

16/10/2009 at 01:19 1 comentário

Ampliando a experiência com o Twitter

O Twitter é muito mais que uma simples ferramenta de micro-blogging, é uma rede social. É possível acompanhar a cobertura de diversos eventos, desde aquele fórum que você não pôde ir, até finais de campeonato, festas, notícias – e o que se puder imaginar.

Mais do que a capacidade de disseminação de informação, acredito que o grande vôo do passarinho azul seja a possibilidade de se obter um feedback praticamente instantâneo de ações. Dá para saber quantas pessoas falaram sobre um tema, acessaram um link, reenviaram uma mensagem, praticamente uma pesquisa qualitativa e quantitativa e melhor ainda, espontânea.

Conheça algumas ferramentas que podem ajudar bastante na captação de dados relacionados ao Twitter.

Twitter Search - a pesquisa básica do Twitter

Twitter Search - a pesquisa básica do Twitter

Twitter Search: a busca oficial do Twitter, por ordem cronológica. Ele avisa quando há resultados novos desde a sua última pesquisa, então fica fácil acompanhar um evento quando o pessoal usa uma #tag.

TwitterCounter - Estatisticas de followers do seu twitter

TwitterCounter - Estatísticas de followers do seu twitter

Twitter Counter: apresenta uma estatística sobre o número de seguidores do seu Twitter. É bem útil para mensurar o aumento de followers depois de uma campanha ou evento, por exemplo.

Tweetburner - Links menores e monitorados

Tweetburner - Links menores e monitorados

Tweetburner: diminua seu link, monitore quantos cliques e de onde vieram os acessos. Traz a estatística comparada da quantidade de links postados e dos cliques nos seus links. Se você não tem um link a ser monitorado, ainda pode aproveitar os top10 da hora na página inicial e saber que assunto está pegando fogo no mundo a fora.

Twilert - alertas de assuntos selecionados no seu e-mail

Twilert - alertas de assuntos selecionados no seu e-mail

Twilert: um Google Alerts para o Twitter. Escolha uma palavra-chave e receba por email atualizações com as mensagens que a usaram. Interessante para manter o controle sobre citações da sua marca ou evento.

Twuffer - agendamento de mensagens para o Twitter

Twuffer - agendamento de mensagens para o Twitter

Twuffer: agende as suas mensagens! Para quem usa o agendamento de posts em blogs, dá para programar as twittadas com jabás nos horários de maior movimento, ou mandar um lembrete do evento em que você foi e provavelmente nem lembra mais o que é Twitter.

Twistory - o dia-a-dia das suas mensagens

Twistory - o dia-a-dia das suas mensagens

Twistory: a melhor definição que encontrei foi um diário. Ele importa em tempo real suas mensagens do twitter e as separa por data e hora no seu calendário preferido. É muito bom pra lembrar o que estava fazendo naquela sombria quinta-feira do mês passado.

Enfim, dá para fazer muita pesquisa e gerar muita informação valiosa baseando-se no que acontece na “Twittosfera”. Essas são só algumas ferramentas, quais as que você recomenda?

18/12/2008 at 00:46 6 comentários

Animação e Informação

Uma animação muito interessante sobre os perigos da obesidade nos animais. Os traços do Simon são muito bons, a quantidade de detalhes em cada movimento e similaridade com a realidade de um cachorro é impressionante.

12/12/2008 at 18:20 3 comentários

Mais um bom exemplo de não-usabilidade

Estava atualizando meu álbum de referências através do Picasa 2, quando apertei, sem querer, no botão que fecha o programa. Eis que me surge a seguinte mensagem:

Mensagem do Picasa2 quando se fecha o programa com uploads em andamento.

Mensagem do Picasa2 quando se fecha o programa com uploads em andamento.

Beleza! Observe que a pergunta é “Deseja sair agora?“. Estudando as minhas opções:

  1. Sair agora – sair agora do programa ou da tela de aviso?
  2. Vá em frente – vá em frente e saia agora? ou vá em frente e continue meus uploads?

Na dúvida, apertei no x vermelho e consegui manter o programa aberto (que era a minha intenção). Tem outra interpretação dessa tela? Conta aí.

Possível Solução

Pensei primeiramente em “Continuar os uploads”, mas assim conflitaria com a afirmação que está entre parênteses. Seria uma confusão entre: continuaria os uploads depois de fechar (já que iniciei a ação de fechar ao apertar o botão x) ou manteria o programa aberto e os uploads em andamento?

Uma possível solução rápida seria trocar o “Vá em frente” por “Não sair”.

Possivel solução para a mensagem do Picasa2

Possível solução para a mensagem do Picasa2

Tendo sempre em mente que, mesmo o meu caso tendo sido um clique acidental (não tinha a intenção de fechar o Picasa2), a mensagem é a resposta de uma ação direta “fechar o programa”. Ou seja, o usuário busca uma reação a ação dele mesmo, o que fez com que “Vá em frente” reafirme a primeira atitude que foi a de fechar o programa.

31/10/2008 at 14:57 4 comentários

A importância de padrões de usabilidade e experiência do usuário

A organização do mundo é baseada em padrões. Pense nas placas de trânsito, imagine se em cada cidade elas fossem diferentes e você tivesse que aprender o sistema toda vez que fosse viajar – mentalizou o caos? Na internet não é muito diferente, sites com nomenclaturas variadas para menus, tecnologias diversas em que ações idênticas nem sempre geram o mesmo resultado, entre muitas outras coisas com as quais todos já sofremos. Aí entra a experiência do usuário e os padrões de usabilidade.

Se você vê um botão, espera que ele vá gerar uma ação. Isso se chama modelo mental, é como uma imagem que aparece na cabeça antecipando o funcionamento das coisas de acordo com experiências anteriores. Partindo desse princípio, os ambientes virtuais (o seu sistema operacional, por exemplo) agregam algum valor cultural pré-existente para facilitar a interação com os usuários, como a idéia de janelas que abrem e fecham ou o próprio botão, que recebe um efeito 3D para imitar seu correspondente real. Essa idéia se estende a todos os elementos visuais e funcionais, cores, formas, seqüência, localização…

Botão real, com cores e volume

Botão real, com cores e volume.

Botão virtual, imita o volume do botão real. O ponteiro do mouse segue a mesma tendência.

Botão virtual, imita o volume do botão real. O ponteiro do mouse segue a mesma tendência.

Parece óbvio, mas para quem cria as interfaces, no caso dos designers um layout, nem sempre é claro que todos os elementos estão dizendo alguma coisa e se não forem bem estudados, podem passar a mensagem errada ou simplesmente deixar passar algo importante. O Magazine Luiza, por exemplo, ignorou totalmente o conceito-padrão das abas de evidenciar um conteúdo enquanto esconde os outros e transformou apenas num enfeite estético.

Magazine Luiza sacaneando o modelo mental das abas

Magazine Luiza sacaneando o modelo mental das abas

Por isso, antes de criar um menu mirabolante ou um layout fora do comum achando que inovar é inverter conceitos, pense na experiência como um cliente procurando por alguma informação ou tentando preencher um formulário enorme com campos minúsculos e baixo contraste. Antes de ser bonito, o produto precisa ser funcional, agradar a quem realmente ele veio servir – o usuário. Egos no chão.

Para entender um pouco mais sobre padrões, veja alguns exemplos:

Yahoo! Design Pattern Library
UI-pattern: User Interface Design Pattern Library
UI Pattern Factory

15/10/2008 at 00:20 1 comentário

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